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Parece, que um despertar de datas perante todos os barulhos do mundo, é tarefa (ainda) fácil; fixar os olhos e permitir votos, como lembrança de um viver remoto, e quanto distante - ainda tem metade de ser querido, mas por infortúnio (ou desculpas), longe de ser prioridade.
E a pureza de sentir, o bem-querer, em frutescência de ânsia, em horas descontadas em pensamentos e lembranças, risadas à toa, como se a brisa fosse a conversa mais tola e despretenciosa, das coisas fugazes - e repletas de ar pra inspirar-se!, são cada dia, das mais escassas...
São lá das permanências poéticas e antigas, que os livros empoeirados de poucas estantes existentes ainda ocupam(-se), das linhas corrompidas pelo tempo d'algum cântico de corações apaixonados, da cultuada história em bocas mal-faladas, de conexões esquecidas para que sejam prováveis, para anexarem-se em peitos comuns e vidas próximas. Tão distantes, que dizer-se disso em tempo presente soa estranho quando tanto se confunde e pouco se percebe.
Mas como proferir parágrafos sobre tal é tão clichê quanto a própria perda que se materializa pensada - e que só é conforme pra quem espera, eu desisto de continuar.
E pra confirmar apenas que esse meu confronto de sintetizar, é porque meu imaginar quer muito maior que isso, que meu pulsar vide ainda mais a frente e meu sentir, é ímpar à toda e qualquer linha desta tragédia transcrita...
...é aqui minha vida perante o amor latente, enaltecendo possibilidades, mas regando uma semente antiga do veneno e da essência, por essa dor e essa aleluia, que é sentir-se encantando e perdido no tempo, no ritmo, no contentamento do que mais do que histórias, estatísticas, passado ou futuro, (não) sabem estes comparar quando mais existe: uma semente de milênios, florestas, signos e tribos, ou mesmo de simples e puros seis meses geradores da beleza de sentir mais e mais. À antítese da glória e beleza de entregar-se à mais linda luz - e de brilho ainda mais exímio, quando compartilhada e com o poder de chegada as irradiações, dos belos olhos de outrém...
Que a luz (em fresta ou clareira que nos entrega de olhos fechados) seja premissa para os dias nossos e de todos, tudo que possa fazer parte, que completa nossas partes e faz desse um, virar seis, ser um tanto que reflete nesse muito, e só vai dizer-se mais, sempre que a gente for assim, inteiro e além.
Sexta-feira, Janeiro 27, 2012
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2 irradiações:
Que a luz seja, entre todas as premissas, a mais premente.
Saudades de você e da sua lírica, dona moça.
Beijomeu.
Tenho que dizer que amei o nome do seu relicários de palavras. E seus poemas e contos, minha nossa. Parabéns! Quase entrei em uma depressão de ver que você não postava mais sendo que, quando vejo, você continua a sua jornada. Continue! Lerei muito mais. =)
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