Às vezes parece que se esquece do gosto da suficiência
quando falta tempo, disposição, ideias,
pra realizar o que se (pensa que) precisa e o mundo patina
em cada pequena vida só como realidade possível,
tão dissidente do sonhado...
E se os olhos estão abertos,
qual é a comparação possível
de idealizar o invísível-sempre-sensível?
Se questiona devagar, mas as luzes desse tempo
vão diminuindo a pressão, descrevendo os olhos de emoção
pra gerar um atraso benéfico de claridade
calma, tola, irrisória.
Irrisória afinal perto das tonalidades
desse não-saber, em que a descoberta
não é a resposta final...
Mas é sempre a experimentação de uma palavra ali,
um instante acolá e o cansaço se revelando entrega,
e um medo de tudo estar passando - e que vai
virar a coleta de mais um passo, um traço, um compartilho
E o desejo que existe por tudo que é, afinal.
Terça-feira, Dezembro 27, 2011
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2 irradiações:
É tão lindo de sentir tudo o que tu escreves que às vezes parece intrusão desnecessária fazer qualquer comentário... Mas estou sempre por aqui! :)
Agradeço-te Michele querida e saiba que sim, de alguma forma me atinge este sentir! ;))
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