O amor e sua semente lenta
frutifica devagar
apalpando a língua
da descoberta do próprio gosto
Envolve a etimologia
do despertar de um nome,
da nobreza da vida,
enraizada nas pequenas sutilezas
De arder de intensidade,
chorar de ser tranquilo,
inevitável.
Uma luz que brinda
os poros como porto
de todos os focos
Por sentir e viver-se intrínseco
de mesmo ser mudo, mínimo
De canções espetaculares,
pelo simples
vindouro da harmonia existente
em se saber música de um mínimo gesto
De produzir poesia sem ensinar-se
mais que respirar o que lhe inspira
e cortar todos os parágrafos corretos
soletrando a essência que por si é o certo
Vivendo íntimo,
enraizado no ar,
deflorando o espírito
pelo que se rabisca tolo
e vive por inteiro.
Quarta-feira, Novembro 30, 2011
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1 irradiações:
Perfeito poema. Gosto da forma que leva o leitor até o final dele. A tempos recebi sua visita em meu blog (2008) apareça mais vezes.
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