Quarta-feira, Novembro 30, 2011

Escrito de pulsar, inscrito por viver.

O amor e sua semente lenta
frutifica devagar
apalpando a língua
da descoberta do próprio gosto

Envolve a etimologia
do despertar de um nome,
da nobreza da vida,
enraizada nas pequenas sutilezas

De arder de intensidade,
chorar de ser tranquilo,
inevitável.

Uma luz que brinda
os poros como porto
de todos os focos
Por sentir e viver-se intrínseco
de mesmo ser mudo, mínimo

De canções espetaculares,
pelo simples
vindouro da harmonia existente
em se saber música de um mínimo gesto

De produzir poesia sem ensinar-se
mais que respirar o que lhe inspira
e cortar todos os parágrafos corretos
soletrando a essência que por si é o certo

Vivendo íntimo,
enraizado no ar,
deflorando o espírito

pelo que se rabisca tolo
e vive por inteiro.

1 irradiações:

Antonio Sávio disse...

Perfeito poema. Gosto da forma que leva o leitor até o final dele. A tempos recebi sua visita em meu blog (2008) apareça mais vezes.