Por vezes que sonhar é somente pra cobrir a falta
de tato dos olhos de quem não quer ver,
entoar a ternura é oferecer o que pode ser perceber
Aos que lamentam cantando uma canção de amor,
eu submeto as flores sofridas como a universalidade
das lágrimas perdidas em dias de nublado, sede de sol
Como brilho dos dentes do fundo da chaga da chama
que pede porque não sabe como de outro modo
se pode (in)saciar o que é viver
Uma pena que perambula pelo ar
enquanto as conclusões se perdem,
denomina um bailar inexato
Vivendo o surgimento do tempo
e contemplando a existência do que ainda não foi criado...
Se esquece o passado e as lembranças,
se transformam em sinestesias dos prazeres vindouros
A ilusão que consome é profunda realização presente
É vivo dente-de-leão sorrindo,
efêmero consumindo mais um instante de agonia
repleto da aleluia do própria perdão ;
entregue e engolido,
da pureza do segundo - entremeio - de percepção.
Segunda-feira, Novembro 21, 2011
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