Terça-feira, Outubro 25, 2011

Do império das papilas

*
Meias palavras
e doses puras de silêncio
Por verdades que não se envoltam
só do sublime conhecimento

Envolvem-se de tempo e brisa
como fios de cabelo ao ar
De pura metáfora aos nós
de (des)apegos

Enlaçamos horas,
dizemo-nos amor,
mas se repassa a aurora,
a pureza, a serenidade
- até da própria violência

À mesma sutileza,
como sombra dos cílios em olhos claros
- deles apenas, abertos e intensos
resgatando aquém, a consciência

Da profundidade de um poro
e da realidade de vigorar-se pleno

perante (dos inversos) e
(como o conforme) além,
da frutescência.

3 irradiações:

tiago disse...

palavras pela metade por esperarem o silêncio que as completa, são sentidas, apalpadas e cuidadas,
do espontâneo que as gera até o amado que as acolhe.

dessa floração, desse encher dos pomares não se colhe apenas os frutos, mas se aprecia o cultivo em si.

(ó, finalmente fiz o lugar para quem quiser ver as besteiras que escrevo, passe a quem achar que possa achar interessante, ahuhauhuauha)

Érica disse...

Impressionante como as palavras soam macias por aqui. Sabes bem como usá-las. Queria ser assim.

Beijos

Cícero Nogueira disse...

você é uma encantadora de palavras.
Saludos.